Vinho e cobiça.

Com o constante incremento em seus preços, o vinho – que há muito deixou de ser apenas uma bebida agradável, reunindo pessoas e agregando saber a quem queira se aprofundar um pouco mais no tema – recebe hoje status de investimento.

O exemplo clássico é Bordeaux, onde produtores vendem suas garrafinhas en primeur, ou seja, antes mesmo que elas existam, por preços inferiores aos que teoricamente serão cobrados quando lançados no mercado.

Baseados numa expectativa de qualidade gerada pelas condições da safra e pelos narizes e paladares de críticos – tendo o norte-americano Robert Parker como o seu maior expoente – que experimentam o vinho durante sua gestação, quando ainda estão estagiando nas barricas, pontuando-os e, com isso, conferindo-lhes, de acordo com a pontuação obtida, uma também expectativa de preço futuro.

Se a qualidade de um vinho de uma safra excepcional se confirma no decorrer dos anos após o seu lançamento, esse preço pode atingir patamares estratosféricos, tornando-o um excelente investimento pra quem o comprou lá atrás.

Porém, como todos sabemos, o dinheiro tem uma capacidade incrível de trazer a reboque gente mal intencionada. Um sujeito de índole duvidosa, chega facilmente à conclusão de que: melhor do que gastar dinheiro comprando vinhos, ainda em seu estágio embrionário, e esperar anos até que se possa colher os frutos de uma possível supervalorização, seria criar fakes daqueles vinhos já supervalorizados e vendê-los ao preço dos originais, ou seja; falsificar o vinho.

Infelizmente, hoje em dia isso é mais comum do que se pode imaginar. Mais do que nunca, é muito importante atentar para a procedência dos vinhos que se pretende comprar. Quanto mais caro e especial o vinho, maiores devem ser os cuidados de quem o está comprando.

Outra dica é desconfiar sempre de garrafas vendidas por preços muito abaixo dos normalmente praticados no mercado, principalmente quando não for possível confirmar a idoneidade da fonte.

Dito isto, segue abaixo um link para uma matéria, publicada na revista The New Yorker, que aborda o tema de forma muito interessante. Tin tin e até a próxima.

How could one collector find so much rare fine wine?

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Este texto foi postado no dia 25/06/2009 às 19:45 nas categorias: Blog, Destaques, Ensaios, Habitat. Acompanhe os comentários sobre este post utilizando RSS 2.0 feed. Deixar um comentário, ou trackback a partir do seu próprio site.

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