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Tessituras Tecnológicas.

Os canadenses (como sempre!) continuam sendo, simplesmente, os melhores do mundo em tudo o que fazem. Seja nas artes, na política, no esporte ou na ciência, tudo que o país produz é espetacularmente bem feito.

Seu principal produto: Pessoas… pessoas de fibra, caráter, genialidade e talento – Zoë Keating é mais uma dessas pessoas espetaculares nascidas no Canadá.

Filha de uma Inglesa com um americano, Zoë começou a aprender violoncelo aos oito anos de idade, decidida a se tornar musicista clássica. Estudou num dos maiores (e mais caros!) colégios do mundo: o Sarah Lawrence College – que contribuiu fortemente para a originalidade artística que viria alcançar aos 37 anos.

Após formar-se pela Scuola di Musica Fiesole, na Itália, mudou-se para San Francisco, onde começou a tocar em pequenas troupes de dança e teatro. Em 2002, entrou para o célebre grupo alternativo Rasputina (no qual permaneceu até 2006), sendo responsável pela concepção melódica do principal álbum do grupo: Frustration Plantation.

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Paralelo ao trabalho com a música, desenvolvia suas habilidades computacionais estudando arquitetura da informação. Seu tech-talent simplesmente fez com que trabalhasse em dois super projetos tecnológicos: O Research Libraries Group e o Database of Recorded American Music, tornando-se uma expert em software design.

O background artístico levou Zoë a perceber as diversas potencialidades na união entre a Música e a Tecnologia. Logo começou a explorar métodos de interação entre o violoncelo e o seu Mac, criando um formato vanguardista de composição e execução musical.

Unindo células rítmicas do rock com o clássico, Zoë Keating conseguiu materializar seu intento artístico no álbum “One Cello x 16: Natoma”, produzindo belíssimas “tessituras tecnológicas”. A paritr deste formato, as oito faixas do disco nos revelam uma “incrível orquestra de uma só mulher”.

(…)

Recentemente a revista Wired realizou uma excelente entrevista com Zoë, que presenteou a equipe com uma bela performance ao vivo. Confira aí no vídeo abaixo – minha dica é que você o assista em tela cheia e com o som alto, pois a experiencia é única.

Nos últimos meses, Zoë vem tocando com grandes artistas (tão originais quanto ela!) como Imogen Heap, Mark Isham, Dresden Dolls e Paolo Nutini, delineando as fronteiras da “nova música” deste século – e vem coisa boa!
;)

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A despeito da estupidez daqueles que elegeram Guilhermo Habacuc Vargas um artista e o permitiram participar de algumas influentes mostras de arte na América Latina, sou daqueles que acreditam que o verdadeiro papel da arte é o de simplesmente causar a reflexão do apreciador; com o objetivo principal de “transformá-lo”.

Só que, diferentemente do Sr. Vargas, acredito que a transformação causada deva ser sempre positiva, classificando assim (genuinamente) como Arte, o motivo que desencadeia tal processo reflexivo.

Em todo caso, refletir sobre os diferentes aspectos desta “transformação” já não é Arte e sim crítica de arte – o que direciona inevitavelmente qualquer conclusão à compreensão do “impacto” que a obra causa ao espectador, mas quase nunca sobre a verdadeira “intenção” do artista.

Óbvio que quando sua intenção é somente chocar o público, tal “obra” não adquire simplesmente o status de Arte. Pelo contrário: vira puro exibicionismo e ostentação de uma carência latente, muitas vezes afetiva ou sexual, onde o “chocar por chocar” só serve mesmo para identificar o espécime galináceo ao qual o “artista” pertence.

É claro que o conhecimento biográfico a seu respeito pode revelar bastante (ou completamente) o “segredo” por trás de sua obra; mas isso não nos aproxima da experiência criativa do artista e sim, somente, pode nos proporcionar a apreensibilidade do seu discurso.

Tal feito já é louvável… e, se a experiência não nos “transforma”, pelo menos prova a nossa capacidade de se sensibilizar com o “olhar” do outro – discernindo imediatamente sobre o que é ou não Arte.

É exatamente nisso que o bom espectador “trabalha” enquanto aprecia uma obra de arte: sendo crítico ao que vê e, posteriormente, reflexivo ao que intelige do discurso artístico.

(…)

Não esquecendo que todo artista é antes um homem (ainda que virtual), fica fácil compreender a ineficácia que tal discurso têm frente aos imbecis e ignorantes; o que nos dá a medida exata do quanto isso compromete não só o próprio estado da Arte, como também a cultura de toda uma sociedade.

Não estou dizendo que uma platéia formada por imbecis torna (ou pode tornar) a exposição imbecil; mas sim, constatando, que a sua compreensão (seja emocional, seja racional) depende diretamente do grau de estupidez de quem a contempla.

A discussão é longa e complexa, bem sei. Complica ainda mais, quando se entende que toda e qualquer crítica estará sempre amparada (fundamentada) na boa compreensão e no domínio do idioma sobre o qual se versa o raciocínio (a apreciação); nivelando a qualidade do que se “vê” à ignorância do que escapa ao “olhar”.

Esta fórmula também se aplica ao artista: Um imbecil fazendo arte, produz uma arte imbecil.

Na ilusão de que possuem a compreenssão do fenômeno sobre o qual raciocinam (o que, tratando-se de um imbecil seria um contra-senso!), pseudo-artistas como o Sr. Vargas, acreditam estar criando algo… quando só fazem tagarelar no vazio da imitação, simulando um posicionamento seguro a respeito daquilo que mal conseguem articular verbalmente; onde somente os subterfúgios dos formatos de comunicação da arte podem ocultar a farsa.

Ao matar um cachorro de fome em plena galeria de “arte”, mais do que expor sua putrefação cerebral em público, o Sr. Vargas, ilustrando a crueldade com um cartaz “eres lo que lees” (és aquilo que lê), nos atestou seu analfabetismo intrínseco imediatamente, justificando (ao menos em parte) tamanha bárbarie.

Diz um sábio provérbio árabe: “A ignorância é vizinha da maldade.” – Dito e feito!

(…)

Um periódico não-jornalístico de grande sucesso na Internet, recentemente realizou uma pesquisa comprovando que 90% das pessoas não gostam (traduzindo: não conseguem!) ler artigos que tenham mais de 20 linhas. Não importa o assunto: Passou de 20 linhas é chato, não lhes interessa.

A ignorância é geral… ninguém, em nehuma outra época, soube “muito pouco sobre quase tudo” quanto os leitores contemporâneos que habitam o planeta. Esses “leitores” são os novos apreciadores consumidores de “arte”… inter-locutores de uma geração oca… sem idéias, sem criatividade ou lirismo. A superficialidade de suas vidas são intensamente retratadas numa “arte” insossa e cruel – como a praticada pelo Sr. Vargas.

O mais grave de todo este episódio fatídico é o fato de que os principais cúmplices do costa-riquenho Habacuc são pessoas letradas. Donde pode-se concluir: Estão distribuindo diplomas para assassinos na América Latina.

Dos curadores do evento (realizado na Nicarágua), passando pelo público que compareceu à exposição, até a gaguejante Ministra da Cultura da Costa Rica, Sra. María Elena Carballo, todos (sem exceção) são igualmente culpados pelo ocorrido. A irresponsabilidade de seus atos (ainda que atenuadas pelo analfabetismo crônico) estão denegrindo o estado da Arte em geral, depreciando seu significado e sentido.

Ocupando cargos que estão além de suas capacidades humanas, não entendo uma vírgula sobre o que lhes são atribuídos como responsabilidade, estes senhores do progresso regresso cultural latino-americano estão disseminando um formato de reflexão e senso-crítico tosco e doentio.

Não se trata de querer fazer aqui, em poucas linhas, tabula rasa de toda história social da arte e da literatura. Nem tampouco, reduzir toda magnitude dessa história à nossa pobre e pueril contemporaneidade artística setorial.

Minha intenção, é apenas salientar a degradação que o termo Arte vem sofrendo nos últimos 40 anos, sobretudo nos países latinos, diretamente afetados pela ideologia comunista socialista.

É preciso estar atento ao que está sendo chamado de Arte por esse “pessoalzinho” esnobe e ignóbil (mas não menos rico e poderoso).

Atestar sua ignorância (e consequentemente sua maldade) se faz extremamente necessário para que possamos nos distanciar de toda incoerência esquerdista, possibilitando o desenvolvimento de um senso crítico genuíno perante a reflexão sobre “a morte da arte”.

Agora, sem trocadilho: Matar em nome da Arte, ainda que seja para causar reflexão a respeito do assassinato ou mesmo da hipocrisia humana perante o sofrimento alheio (sobretudo o que escapa à nossa vista), pode ser considerado Arte? Ou antes: É lícito?

– Não creio. Para mim, continua sendo apenas assassinato e oportunismo!

(…)

Horrores à parte, numa sociedade onde isso é permitido, é preciso resgatar o primado da Arte – o que se pode conseguir simplesmente lendo aquilo que (evidentemente) nunca foi lido a seu respeito.

– É preciso proibir a liberdade de expressão quando esta fere a primazia dos ideais que ela mesma vem assegurar!

Ser tolerante com o intolerável já não é mais tolerância e sim covardia, poltronice… laxismo ou fraqueza. E isso bem caracteriza nossa contemporaneidade e o povo apreciador consumidor das “obras de arte” nas sociedades as quais me refiro.

E você, sua besta quadrada, que está lendo este texto e já no primeiro parágrafo achava que eu estaria defendendo Habacuc, ou mesmo acredita que a sua liberdade de expresão deva ser respeitada, faça-me um favor: vá tomar no “cuc”.
:P

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O papel da reflexão no discurso artístico. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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Uma bobagem chamada Twitter.

Chega a ser ridículo (até mesmo um contra-senso) que, em tempos de “banda-verdadeiramente-larga” e da alta qualidade nos formatos de vídeo, áudio e imagem digitais disponíveis, uma ferramenta boboca como o twitter faça tanto sucesso na Internet.

Tal fato, se não afirma a superficialidade das relações humanas na atualidade, pelo menos evidencia a estupidez dos quase 2.500.000 / 3.700.000 / 5.000.000 / 14.500.000 (sei lá, ninguém realmente sabe!) de usuários espalhados pelo planeta.

Melhor dizendo: compila todo intelecto de cada usuário dentro dos 140 caracteres materializantes de seus peidos mentais.

– Tristes tempos em que o pensamento se reduziu a um assobio.

(…)

Como profissional da web desde 1996, preciso dizer o seguinte: Na internet, o que não falta são excelentes opções como ferramentas para a expressão pessoal, artística, acadêmica e intelectual. Blogs, magazines, comunidades específicas (sobre os mais variados temas), grandes portais de conteúdo, etc.

O que também não falta é o acesso a informações qualificadas, acervo histórico de bibliotecas e universidades reputadas, artigos científicos e jornalismo comprometido com a verdade. Qualquer pessoa empenhada em crescer, evoluir, se melhorar como ser-humano (tanto do ponto de vista social quanto ontológico), consegue alcançar este objetivo simplesmente se dedicando: nunca foi tão fácil (e democrático) o acesso à informação.

Está tudo lá, disponível… o que ilustra com simplicidade que a internet pode (e precisa!) ser utilizada para assuntos e temas substanciais, visando a real construção ou materialização de algo realmente positivo… ou simplesmente como ferramenta para ajudar alguém (essa é a essência do termo relacionamento).

Daí a pergunta: – Para que serve uma ferramenta de relacionamento digital?
– No caso do twitter (avaliando a sua real utilização e não seu alcance e potencialidades), para nada!

Quem entende as urgências do tempo em que vivemos (o perecimentos das religiões, o detrimento da sexualidade, a ausência da amizade pura e sincera – livre de interesses ou aparências – a inversão e distorção dos valores morais, a prática diária da falsidade e da perversidade na vida cotidiana, etc.) percebe o quanto essa bobagem chamada twitter reflete o vácuo intelectual estabelecido no atual mundo globalizado comunista socialista; ampliando consideravelmente o espaço para a celebração da futilidade e da estupidez.

O “eu tenho isso, eu tenho aquilo… eu comi ela, eu dei pra ele…” valem muito mais que a coerência e a produtividade.

O “legal” é se interessar por nada. Ou melhor, por si próprio… dar importância ao ato de comer beringela no almoço, tomar banho com o novo Dove Soft-Hair, ficar histérica pela nova chapinha ou pelo novo iPhone/iPod adquirido…

O twitter é o grande meio de expressão dos “mudernos” e das “zélites”… o mais acessado em todo mundo, o mais “lido” e o mais utilizado.

No Brasil então a coisa é assustadora: ainda que seja “coisa de paulista” – como todo bom carioca não hesita em afirmar – periga o “Blue Bird” estabelecer o seu maior ninho por aqui. São centenas de novos usuários por dia (ou mais, ninguém sabe, ninguém sabe!)… trocando, com os milhões de usuários já existentes, fofoquinhas, ofensas, tolices, viadagens… num exibicionismo puro, que só não ultrapassa o Orkut ou o Facebook pela natureza de sua tecnologia.

(…)

Falando em tecnologia, o mais irônico é que esse agregador de bosta intelectual tenha sido criado com a framework mais fantástica de desenvolvimento da história da web, o Ruby on Rails.

Criado para produzir e estimular o crescimento de uma web ecologicamente correta, primando pela qualidade e criterização na produção de conteúdo; além de uma sistemática coerente (orgânica) na catalogação e digitalização do conhecimento humano (pois só se trata disso, não é mesmo?), o primeiro grande tiro do Ruby saiu (literalmente) pela culatra, produzindo o segundo grande vilão da web 2.0.

“Há quem pense em matar pra não morrer”, dizia o poeta… mas ainda tenho fé que, quando a poeira baixar, essa bobagem acabe esquecida e ridicularizada diante dos esforços das mentes mais brilhantes no verdadeiro “começo” da web, mobilizados e motivados para permitir que seus usuários encontrem o equilíbrio entre a velocidade do pensamento e a apreensibilidade real do idioma, proporcionando gradativamente um melhor aproveitamento do verdadeiro “espaço-infinito” do bit – o dna da informação.

PS. Seria injustiça e leviandade não comentar que existe um considerável número de pessoas utilizando ferramentas micro-blogging de forma sensata e produtiva; complementando as tecnologias de newsfeed – ampliando ainda mais o seu poder de alcance e instantaneidade.

PPS. A despeito das especulações sobre o real número de usuários do Twitter, vale conferir o seguinte artigo: How Many Users Does Twitter Have?

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As estrelas como testemunhas.

Há algo de mágico na música folk americana. De tempos em tempos, artistas maravilhosos surgem neste estilo, enriquecendo ainda mais o seu cenário musical, com belíssimas canções… algumas, verdadeiras obras de arte.

É o caso da banda indie-folk The Weepies.

Em 2001, Deb Talan e Steve Tannen seguiam sem se conhecer… tranquilos (porém incompletos) com suas carreiras de músicos e compositores; se apresentando em diversos festivais e casas de show pelo país – ambos em busca de um lugar ao sol.

Durante uma apresentação no badalado Club Passim, Tannen conheceu Talan, apaixonando-se imediatamente. Os dois rapidamente perceberam a química perfeita que existia entre suas composições e estilos… pouco depois nascia o The Weepies – uma das melhores bandas folk americanas dos últimos 10 anos.

post_weepiesA banda ganhou notoriedade em 2006 com o álbum Say I Am You, atingindo a primeira posição no ranking de discos mais baixados da iTunes Store em oito países. Logo suas canções tornaram-se populares através de inserções em séries famosas da TV americana, como: One Tree Hill, Grey’s Anatomy, Scrubs, Gossip Girls, entre outras.

A influência do cenário indie é um elemento presente nas composições da dupla; o que traz requinte e originalidade às canções – quase todas repletas de uma poesia urgente, com temas cotidianos… que nos convida à reflexão.

Há também influências diretas dos canadenses Suzanne Vega e Bruce Cockburn… bem como de Beatles e dos noruegueses Kings of Convenience. Stars – a canção que está tocando enquanto você lê este post – soa como um misto de Blackbird e Homesick (Kings of Convenience) em sua estrutura harmônica. O diferencial, fica por conta da doce melodia cantada por Talan… simplesmente maravilhosa!

Desde 2003 a banda lançou quatro álbuns: Hapiness (2003), Say I Am You (2006), Live Sessions EP (2006 – iTunes Exclusive) que traz canções inéditas das carreira solo de ambos e Hideway (2008). Todos, absolutamente todos, são excelentes… e, em tempos de um individualismo absurdo que estamos vivendo, nos fazem perceber quanto o trabalho em grupo pode ser prazeroso e gratificante.

Clique aqui para assistir o vídeo da canção Can’t Go Back Now!

Em 2007 Deb e Steve se casaram, unindo suas almas pela música e pela celebração da vida… em 2008 chegou o pequeno Theo Samuel para comemorar com eles o sucesso (merecido!) que estão tendo.

Tire um tempinho para prestigiar o casal… ;)

WebSite Oficial
The Weepies no Last FM.

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Depois da fantástica experiência de augmented reality com a BMW Z4 (publicada no post anterior), é hora de vocês se divertirem com a campanha ecológica da GE (Smart Grids – Ecomagination), que também projeta um holograma digital “automagicamente” em suas mãos.

Diferente da campanha da BMW, esta experiência é mais simples e rápida de realizar pois, além de ser multiplataforma (roda em Mac, Linux e Windows), dispensa a instalação de qualquer software. Você só precisa de uma impressora e uma webCam.

Clique aqui para assistir a minha experiência documentada em vídeo e entenda como funciona.

(…)

Acesse o site da campanha da GE, imprima o símbolo do painel solar e posicione a folha impressa na frente da webCam. Depois de babar um pouco, repare na sua cara de bobo ao ver a projeção em suas mãos.
:D

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Reúna seus amigos e familiares na frente do computador… em casa ou no trabalho… e realize a experiência com crianças e adultos. É interessante observar a reação de cada um.

PS. Ficou curioso pra entender como o Augmented Reality funciona?
Acesse este site e aprenda a fazer o seu.
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Augmented Reality – Realidade virtual com a sua webCam. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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Dando continuidade a campanha criada no ano passado pelo artista Robin Rhode, a BMW resolveu disponibilizar a técnica utilizada no célebre comercial para que qualquer pessoa possa recriar a bela experiência em sua própria casa.

A campanha “Create your own Expression of Joy”, em parceria com a HP, disponibiliza para download um aplicativo que permite a qualquer um interagir com a BMW Z4 tri-dimensionalmente.

Isso mesmo… tá vendo a foto abaixo? Sou eu segurando a Z4 em minhas próprias mãos.

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Você imprime uma folha com o símbolo Z4 e o posiciona em frente da sua webCam… “automagicamente” a BMW é projetada na superfície da folha impressa.

Então… após ficar perplexo por alguns segundos, você sai dirigindo a sua BMW nas setinhas do teclado… pintando o chão com as marcas de pneus coloridas que a Z4 vai deixando pelo caminho. A experiência é fantástica!!!

O passe de mágica (não é magia é tecnologia!) é possível através da utilização de um software de Augmented Reality – a nova febre entre os FlashDevelopers e xCoders ao redor do planeta – que projeta um holograma digital diretamente no símbolo impresso. Basta ter um PC com o Windows XP instalado e uma simples webCam.

De quebra você pode gravar a sua interação e publicá-la instantaneamente no Facebook ou na bosta do YouTube.

Tá esperando o quê pra brincar também?
Acesse: http://www.bmw.co.uk/z43d/ e divirta-se!
;)

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Pinte e borde com a sua própria BMW Z4. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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Magnífica Simplicidade.

É impressionante como a poesia visual, nos últimos anos – principalmente com o advento das mídias interativas – vem migrando maciçamente das artes plásticas para o cinema, criando uma nova forma de se construir o discurso cinematográfico.

Em “get up and go” de Jordan Clarke, tudo – absolutamente tudo – é de uma leveza poética excepcional… como poucos têm conseguido realizar nos últimos anos, nos dando a medida exata do quanto a iniciativa da ação, motivada pela energia e a ambição juvenis, pode alcançar.

O estilo (e também um pouco a temática) lembram bastante o clássico do skateboard “Yeah, Right!”; mas diferentemente de Ty Evans e Spike Jonze, Jordan Clarke só está começando.

Através de imagens fantásticas, Clarke nos hipnotiza… transportando nossos sentidos para um universo bem particular – daqueles que só vivenciamos através dos sonhos.

Respire fundo, fique em silêncio… aumente o som… e aprecie esta experiência magnificamente simples.
;)

Broadcast 2000 “get up and go” Full from Jordan Clarke on Vimeo.

A qualidade do trabalho de Jordan é surprendente… uma aula de cinema e fotografia… que muitas vezes nos faz lembrar o músico e artista visual japonês Takagi Masakatsu. Clique aqui para ter uma prévia do seu trabalho.

Por hora é isso… deixo mais um pouco do trabalho de Jordan Clarke por aqui – pois tudo que é bom merece bis!
;)

Human Movement in Light from Jordan Clarke on Vimeo.

Magnífica Simplicidade. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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Segundo colocado na Greener Gadgets Conference deste ano, o Power-Hog é o “sonho materializado” de muitos pais que tentam, sem sucesso, conscientizar seus filhos sobre a importância da economia no consumo de energia elétrica ao redor do planeta.

Com o intuito de sensibilizar as crianças para o valor monetário gasto com energia elétrica nos aparelhos eletrônicos, o gadget poderá se transformar numa “coqueluche” assim que estiver sendo comercializado.

“A idéia é captar o interesse dos pais e das crianças para contribuir com a causa ambiental de forma mais ampla.” – explica Tom Dooley, um dos criadores do projeto.

Concebido no clássico formato de um “cofre-porquinho” (ícone de poupança e economia em quase todo o planeta), o Power-Hog é um quase-brinquedo educativo, que se propõe a estabelecer uma associação direta entre o consumo de energia dos principais aparelhos eletrônicos (televisão, video-game, computador, etc.) e o dinheiro necessário para mantê-los ligados. Funciona assim:

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O “fucinho” do gadget é uma tomada fêmea (entrada) onde se liga o aparelho que será aferido; e o seu “rabo” (enroladinho e tudo!) é a tomada “macho” por onde a energia elétrica entra e alimenta o aparelho em questão. Uma vez conectado, insere-se uma quantia em moedas para que o “porquinho” inicie o fornecimento de energia. Após um certo período de consumo, o porquinho avisa – através de sinas luminosos – que o tempo está acabando e que precisa de mais dinheiro para continuar fornecendo energia e manter o aparelho ligado.

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A criança, utilizando sua mesada, descobre então o quanto custa ficar horas com o computador ou o video-game ligados. Uma forma inteligente e lúdica de ensiná-los a economizar energia e dinheiro.
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Desenvolvido em material 100% reciclável, o Power-Hog é apenas mais uma das inúmeras idéias geniais que aparecem todo ano na Greener Gadgets Conference.

Visite o site e fique por dentro de outras soluções inteligentes para otimizar o consumo de energia e reutilizar materiais na fabricação de produtos.

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Conscientizando as crianças sobre o consumo racional de energia elétrica. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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O design nosso de cada dia.

Por que que eu não pensei nisso antes? Uma concha que fica em pé… excelente a sacada do designer japonês Mikiya Kobayashi! A peça foi vencedora do concurso de Design de Produto da província de Toyama, no Japão – uma região próspera para a fabricação de metal, vidro e plástico.

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A luz do sol no fim do túnel.

La Chureca é uma dessas cidades esquecidas pelo mundo, que os países ricos (e os milionários que os habitam), fazem questão de não tomar conhecimento da sua existência. Na verdade, investigando a fundo, descobre-se que sempre há um dedo deles no planejamento delas.

post_diadeluzLocalizada na periferia de Manágua – a bela capital da Nicarágua – é utilizada como depósito de lixo há mais de 40 anos e recebe aproximadamente 1200 toneladas de lixo diariamente. A área do despejo, ocupa atualmente quase 150 hectares, e é o “lar” (nada doce!) de aproximadamente 3.000 famílias (sic), as quais obtêm seu sustento através do recolhimento e triagem de materiais recicláveis e objetos de valor.

Homens, mulheres e crianças trabalham diariamente, num ambiente totalmente hostil e insalubre… em condições subumanas. A prostituição (incluindo a infantil) e o consumo de drogas são os principais problemas que afetam a comunidade. Todos, sem exceção, vivem em condições de extrema pobreza, habitando pequenas cabanas feitas de sucata de metal; sem assistência médica e hospitalar, ou mesmo os serviços básicos de saneamento, educação e habitação.

Irão dizer: – E daí? É só mais um “lixão”, que existe em praticamente cada país, ao redor do planeta; inclusive aqui, no nosso!

Eu prefiro perguntar: – Existe solução?

Enquanto as almas boas espalhadas por aí tentam encontrar uma solução para essa aberração criada pela Ditadura-Socialista (aka Comunismo) do “pau-mandado” Daniel Ortega (gente-boníssima!!!), umas outras andam fazendo o BEM (assim mesmo, com letras maiúsculas!) para as famílias que são vítimas direta desta “marginalização planejada”.

Em Março de 2008, seis cineastas realizaram (ao longo de um dia) um belo documentário, retratando a ação conjunta da fundação Love Light & Melody e o artista Braddigan, no projeto “Dia de Luz”. Centenas de voluntários invadiram a cidade com músicas, presentes e diversão; proporcionando um pouco de alegria e esperança para pessoas completamente destruídas emocionalmente.

Clique aqui para assistir o trailer!

Love Light & Melody é uma organização sem fins lucrativos dedicada ao combate dos problemas físicos, emocionais e espirituais gerados pelas situações de extrema pobreza; empenhada atualmente em amenizar o sofrimento das famílias que vivem em La Chureca. “Nosso objetivo é identificar e satisfazer as necessidades físicas imediatas da comunidade; para depois, progressivamente, restaurar a dignidade destes seres humanos”.

post_diadeluz2Através da implantação e do desenvolvimento de três projetos – Desenvolvimento Comunitário, Orientação Vocacional e Escola da Esperança – a fundação está demonstrando que assistência social, se faz com boa vontade, planejamento e paciência.

É tão bom tomar conhecimento desse tipo de coisa, não acham?

O contraste social na Nicarágua é simplesmente ridículo.

Re-eleito pelo povo em 2006, “o verme” Daniel Ortega – que, dentre outras coisas, já causou uma guerra civil com milhares de mortos… a destruição de uma economia, exílios em abundância… confiscou centenas de terras e propriedades privadas… e foi acusado de ter molestado a própria filha (sua imunidade parlamentar até hoje conseguiu evitar sua condenação no caso!) – está conseguindo piorar o que já era péssimo, através da efetivação de alianças “comerciais” entre o seu governo e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Infelizmente, acontecimentos como este passam desapercebidos pela nossa imprensa; que só se ocupam com fofocas, ludibriações, incentivo ao consumo e o culto à vaidade. Mesmo em tempos de internet, onde o acesso à informação se dá de maneira ampla e veloz, não se encontra um artigo sequer no Brasil (sic) falando sobre essa iniciativa.

Diante desse fato, dá uma “tristeeeeeza” ser brasileiro.

Mas essa história tem outra parte legal… é que tem “gente nossa” diretamente envolvida no projeto. O músico Thiago Machado faz parte do excelente trio que vem fazendo este trabalho magnífico, dando uma ducha de humanismo e civilidade em tempos tão fúteis. Além da altíssima qualidade musical, o trio se destaca justamente por fugir dos holofotes da mídia, se negando a utilizar a música como instrumento de enriquecimento pessoal.

Passem o artigo adiante… visitem o site da Love Light & Melody, conheçam o fan-tás-ti-co trabalho do músico Braddigan e, de alguma forma, busquem se envolver com o projeto… é tempo de despertar!

Please everybody: Awake!

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A luz do sol no fim do túnel. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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Sci-fiction… sci-fact!

Quantas vezes já nos deparamos com uma palavra, em um livro, a qual não sabemos seu significado exato? Ou mesmo uma expressão idiomática, que não sabemos a forma correta de pronunciá-la? Nestas horas, parar para procurá-la em um dicionário, quase sempre quebra o fluxo e o prazer da leitura.

E se pudéssemos simplesmente correr os dedos por essas letras e, com um leve toque, obter seu significado ou sua pronúncia diretamente em nossos ouvidos? Ficção-científica ou fato?

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Ainda em incubadora tecnológica, o Touch Hear é um destes projetos que confirmam a expressão “science-fiction, science-fact” – a qual afirma ser uma questão de tempo, a consumação em fato de toda e qualquer ficção científica.

Criado para auxiliar o estudo e a leitura de publicações impressas – inclusive para usuários que possuem deficiência visual – sua utilização é fácil e intuitiva.

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Ao selecionar (por toque) uma palavra ou uma frase num livro (p. ex.), ouve-se seu significado, ou mesmo sua pronúncia correta, instantaneamente. Um scanner instalado no dedo, envia ao receptor do usuário (confortavelmente instalado na orelha) uma gravação em áudio com as informações relacionadas ao contexto selecionado.

Mais um belo exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para expandir a capacidade humana, ajudando-a a transpor seus limites e dificuldades.

Simplesmente fantástico!
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“Por favor, me diz… como foi que você fez pra transportar estes tijolos tão pesados… construindo esse belo caminho, para que eu o percorresse. Você se esculpiu em pedra, com a força de toda convicção… mas bem sei que a sua pele permanece tão delicada quanto a minha.”

A força poética de Daphne Loves Derby é simplesmente sem precedentes na história do rock-independente. Nada se compara… tanto em sonoridade quanto em musicalidade.

A genialidade e o poder de toda convicção juvenil, parecem ser os ingredientes fundamentais que temperam e dão sabor às suas deliciosas melodias.

E tudo reside exatamente na convicção… pois este trio americano, da cidade de Kent (Washington, USA), acima de tudo, acredita plenamente na qualidade do seu trabalho. E no poder da internet…

Daphne Loves Derby foi uma das primeiras bandas (juntamente com Waking Ashland e Sherwood) a disponibilizar suas músicas para download gratuito na internet.

Apostaram num dos sites pioneiros da web 2.0 (PureVolume™) e colheram cedo os frutos “bem maduros” por sua dedicação e amor ao que fazem.

Pra se ter uma idéia do que isso significa; basta saber que, em 2006, a banda alcançou a incrível marca dos 5,300,000 execuções de suas músicas no PureVolume™ (isso mesmo, cinco milhões e trezentos mil !!!)…

Some-se isso ao MySpace e o LastFm e você conseguirá pintar o quadro do que o Daphne Loves Derby representa no cenário musical indie.

Simplesmente um fenômeno!

Enquanto 70% das bandas independentes, na sua maioria Emo, se repetiam em canções que nada traziam em originalidade e personalidade; a banda reforçava (e ampliava), diariamente, sua bagagem musical escutando tudo de Frank Sinatra, The Eagles, Janis Ian e The Cardigans – suas principais influências.

O bacana disso, é perceber que estas influências não ficam claras facilmente – o que só reforça a extrema necessidade da banda de se reinventar a cada canção, fortalecendo de vez uma de suas principais qualidades: a originalidade.

(…)

Fundado em 2002, o grupo vem passando por diversas reformulações na sua formação. Começou como um trio: Jason Call (baixista e menino-prodígio), Kenny Choi (carismático líder, vocalista, guitarrista e principal letrista da banda – que impulsivamente batizou-a com este nome, um tanto quanto, sem significado) e Stu Clay (bateria) compuseram as primeiras canções da banda.

Dois anos depois, se tornaram um quarteto, incorporando Spencer Abbott para reforçar as guitarras e os vocais – o qual realizou um belíssimo trabalho no último disco “Good Night, Witness Light” (2007). Jason, infelizmente deixou a banda em 2006 para se dedicar integralmente, como missionário, à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (a igreja dos Mórmons). Sua presença faz falta!

Daphne Loves Derby

Daphne Loves Derby em sua formação clássica.

Abbott deixou o grupo em 2008… nas suas palavras: “por motivos um tanto quanto complexos de se explicar“.

Ao todo, o Daphne Loves Derby possui oito (08) discos: três (03) álbuns e cinco (05) EP’s. A formação atual (Kenny Choi/Stu Clay/David Sparks) já está em estúdio preparando o novo disco, que deverá ser lançado ainda este ano.

O primeiro álbum “Daphne Loves Derby” (2003) – o mais fraco dos três lançados até então – pode ser considerado o sketchbook da banda… um rascunho, por assim dizer… o simulacro do que viria, na sequência, com o excelente “On The Strength Of All Convinced” (2005) – na minha opinião o melhor álbum da banda.

Tudo nele é perfeito… da primeira à última nota, principalmente se levarmos em consideração as condições de produção de uma banda independente (recursos, infra-estrutura, etc.).

(…)

Bem… devo confessar que eu sou suspeito, pois acompanho a banda desde 2004… me comunico, teço elogios em posts, comentários e twitters desde então.

Mas… independente da minha história, deixo aqui o convite: faça uma incursão no universo musical destes meninos (eles só estão começando!), escutando atentamente cada canção – de preferência com as letras na sua frente.

Se você curte pop-rock, principalmente o independente, será impossível não gostar!
;)

Daphne Loves Derby na web:

PureVolume
LastFM
Letras em inglês…

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Daphne Loves Derby – Com a força de toda convicção. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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A frágil voz de uma otimista.

Em novembro de 2007, escutei pela primeira vez a frágil voz de Ingrid Michaelson, na canção “The Way I Am”, do álbum “Girls And Boys” (2007), que me tornou fã do seu trabalho instantaneamente.

Com um jeito suave e preciso de alcançar notas, suas melodias possuem uma originalidade que há muito não se via no cenário musical.

th_ingridEm composições honestas, sem nenhuma pretensão comercial, Ingrid se revela simples, romântica e humanista… observadora atenta de seus desejos e paixões (longe de qualquer narcisismo), enfatiza em seu discurso, a importância de confiramos em nossas própria potencialidades e na nossa capacidade de viver e agir humanamente. Uma otimista de carteirinha, que nos relembra de forma gentil e delicada o quanto somos frágeis.

Clique aqui para assistir o vídeo da canção Breakable!

Filha de artistas (Carl Michaelson, o pai, é compositor e Elizabeth Egbert, a mãe, é escultora), Ingrid Michaelson começou a estudar piano aos 5 anos de idade e, entre aulas de canto e o estudo da música, cresceu fazendo teatro musical com o grupo “Kids On Stage”, tomando verdadeira paixão pela coisa. Logo se formou pela Binghamton University, tornando-se diretora antes de apontar para a carreira musical.

Talvez por isso, suas composições sejam um tanto pictóricas… com linhas melódicas que nos sugerem cenários e paisagens.

Em 2008, Ingrid Michaelson chega ao seu terceiro disco (“Be OK”) com a maturidade típica de quem ama o que faz… e de quem não está nem aí pra rótulos da crítica ou regras do “falido” mercado (mercenário) fonográfico. Em especial, meu destaque vai para a bela Lady in Spain… um doce exemplo da poesia concreta de Ingrid Michaelson.

Suas canções podem ser ouvidas aqui.

Enjoy It!

;)

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David Merrill, estudante do MIT, realizou na TED Conference deste ano, uma belíssima apresentação do seu projeto de graduação: o Siftables.

Tratam-se de pequenos computadores que interagem entre si para criar redes inteligentes, armazenando qualquer tipo de informação digital (vídeos, imagens, textos e áudios) permitindo a total integração dos formatos computacionais em diversos níveis de operacionalidade, como por exemplo: realização de operações matemáticas; criação de músicas, jogos, ou histórias interativas; manipulação de imagens ou edição de filmes, etc.

Você deve estar se perguntando: o que isso tem de revolucionário?

Pois então… a grande sacada de Merrill foi desenvolver estes computadores em pequenos bloquinhos, com configurações distintas, fazendo com que a interação virtual se dê a partir da manipulação física de cada um deles.

Simplesmente fantástico!!!
;)

Assistindo a apresentação, ficamos com clara sensação de que uma verdadeira revolução – tanto na pedagogia, quanto nos métodos de aprendizagem – está a caminho.

É interessante notar que; ao se basear nos clássicos blocos educativos de brinquedo (que estiveram presentes na infância de centenas de milhares de pessoas), David reatou com o lado natural e intuitivo do ser-humano – movida por uma dúvida ou pelo desejo intrínseco da simples investigação; a ação física, seguida de uma reação virtual, soa como passe de mágica pra quem experimenta a interface.

(…)

Quem já teve a oportunidade de estudar nos EUA, sabe o quanto os americanos levam a sério a máxima do IHC (“a nova tecnologia, o velho ser-humano”), que serve de diretriz básica para o desenvolvimento de qualquer interface digital.

O que David Merrill fez, acima de tudo, foi um simples (e belíssimo!) trabalho de Design.
:)

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A revolução em pequenos bloquinhos. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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Pois é amigos, pasmem! O presidente Lula, depois de aumentar em 42% a fome no Brasil, desde a sua posse, com a invenção do Fome Zero; agora está prestes a legalizar a devastação da Amazônia.

(…)

Já passou no Senado e agora tramita na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 6424/2005, de autoria do bandido senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que, se aprovado, autoriza imediatamente a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia.

O projeto foi modificado (entenda-se chancelado!) pela comissão de agricultura do congresso, e, de quebra, legaliza praticamente todos os desmatamentos que nos últimos 40 anos, devastaram cerca de 700 mil quilômetros quadrados da área original de floresta – o equivalente a quase três estados de São Paulo.

O Greenpeace, criou uma campanha no Brasil para mobilizar a opinião pública à evitar que essa barbaridade seja deflagrada. Clique aqui para assistir o vídeo da campanha!

Segue matéria publicada no webSite “Meia Amazônia Não”:

“… o projeto também desobriga os responsáveis pelos desmatamentos de recuperarem o que derrubaram, permitindo que um desmatamento realizado no Pará, por exemplo, seja compensado com o plantio de árvores no Rio de Janeiro.

Os ruralistas defendem a proposta alegando que o projeto incentivará a adesão dos fazendeiros à legislação ambiental e garantirá a sobrevivência de metade da biodiversidade amazônica. A primeira promessa, levando-se em conta o passado da atividade rural na região, é uma dúvida. A segunda uma ilusão.

Na Amazônia, 50% é igual a zero. Com base nas taxas anuais de destruição de floresta, estima-se que, em duas décadas, 31 % dela estarão derrubados, outros 24% degradados e a Amazônia prevista para virar uma savana até o final desse século.

O Floresta Zero é um sinal verde para as motosserras e correntões acelerarem esse processo. Junta com ela, desaparece também a riquíssima biodiversidade da floresta (ainda não totalmente conhecida pela ciência) e as culturas locais além de impactar vários povos indígenas e populações tradicionais.

A floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate ao aquecimento global. A grande seca de 2005, que enxugou até o rio Amazonas, e ausências localizadas de chuvas, como a que ocorreu no norte do Mato Grosso em 2007, são claros sinais de alerta dos efeitos do desmatamento. A medida que a floresta encolhe, diminui a chuva e a sua capacidade de reter água, condenando a mata a ficar cada vez mais seca e, assim, vulnerável ao color e ao fogo.

Destruir a Amazônia pode reduzir a produtividade agrícola brasileira, provocando um grande impacto econômico e social no país. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro.

O desmatamento não traz desenvolvimento econômico ou melhoria na qualidade de vida da população local. Municípios com altas taxas de desmatamento na Amazônia, onde a criação de gado domina o uso da terra, têm índices de desenvolvimento humano abaixo do média regional e nacional.

Ao invés de aumentar a proteção do meio ambiente e estabelecer metas para a redução do desmatamento, o Congresso Nacional estará dando as costas para a Amazônia e abrindo as portas para mais destruição, agravando uma situação que já coloco o Brasil na incômoda posição de quarto maior poluidor do clima do planeta.”

É preciso colocar um ponto final no desmatamento da Amazônia. É preciso denunciar a bandidagem que domina o congresso nacional.

Acesse o site www.meioamazonianao.org.br e diga aos deputados e senadores que 50 é igual a zero e você quer uma Amazônia por inteiro. Participe deste movimento!

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Embora a “Soul Music” tenha surgido nos Estados Unidos, na última década o gênero não tem feito jus às suas raízes por lá, descambando para o óbvio e se rendendo aos clichês harmônicos mercadologicamente aceitáveis. Até mesmo o próprio “Detroit Soul”, imortalizado pelo legendário selo Motown, se esgotou há décadas e não dá pinta alguma de se renovar.

Ironicamente (porém historicamente compreensível), é da Inglaterra que vem surgindo os maiores destaques deste estilo de música, através de ícones como Joss StoneAmy Winehouse.

post_adeleEis que este ano, o Grammy Awards (a maior premiação da música americana) concedeu duas estatuetas à fenomenal Adele Atkins. Uma pena não existir a categoria “Soul Music” na premiação, senão ela levaria uma terceira pra casa.

Pra quem não faz idéia de quem se trata, Adele é a mais recente cantora inglesa do gênero, aclamada pela imprensa britânica como a “nova Amy Winehouse”.

Lisonja à parte (e certa similaridade no timbre de voz) a comparação trata-se mais de uma distração do que a realidade de fato, pois, sobretudo, a música de Adele se destaca pela originalidade. Ela afirma ter criado o seu próprio estilo musical: o “Heartbroken Soul”.

Seu álbum de estréia, “19”, não chega a ser excelente, mas Adele (que tem apenas 20 anos de idade) com grande carisma e uma voz poderosíssima, nos dá a medida exata do que ainda vem por aí. “Chasing Pavements” é uma das baladas mais lindas do disco.

O vídeo da canção, idealizado pela própria Adele, nos emociona com cenas belíssimas de um balé inusitado, encenado em meio ao cenário de um acidente de carro. Clique aqui para assistir!

Suas principais influências são: Jill Scott, Etta James, Billy Bragg, Peggy Lee, Jeff Buckley e The Cure.

Vale reservar 45 minutos do seu dia para escutá-la… é simplesmente imperdível!
;)

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De coração partido… mas com a alma lavada. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

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– O design vai mal, obrigado! Responde um amigo (designer) quando pergunto como vão os trabalhos. A resposta soa como um desabafo, principalmente pelo tom de voz: cansado e irritadiço. Tento mudar o rumo da conversa e emendo um comentário sobre o novo site da Casa Branca, perguntando o que ele achou.

– Ah, maravilhoso… isso sim é um trabalho de comunicação! – Exclama ele.

Respondo dizendo:
– Você quer dizer, de Design.

– Não, não… de comunicação mesmo. Você viu a qualidade na distribuição do conteúdo?

– Pois então… fantástico, né? Mas o que mais me impressiona é a excelência da comunicação visual ao relatar tanta informação. Agora… você já viu o do Brasil?

A ligação fica muda por uns instantes…

– E tem?

– Acho que sim… deixa eu ver aqui…

– Putz… vamos mudar de assunto?

(…)

O restante do diálogo foi sobre a profissão – um tanto quanto técnico para se relatar aqui na revista. Mas o resultado do bate-papo é que vale a reflexão proposta aqui pelo título deste artigo.

Nos últimos anos, com o advento da computação gráfica, começou a existir uma valorização crescente da comunicação visual no Brasil, chegando-se ao ponto de desvinculá-la da faculdade de Desenho Industrial, tornando-se ela própria uma faculdade à parte.

Reúnem num espaço físico, cadeiras, mesas, quadros-negros, alguns livros vagabundos e pseudo-computadores… onde instalam cópias do Windows (pirata!), o “Fotochópi” e o “Coréudrau”. Pronto! Está erguida mais uma faculdade de Design Gráfico (ou Comunicação Visual) no Brasil.

O processo de “seleção” delas, quase sempre é “vocacionado”… ou seja; basta o sujeito desenhar bem ou ter habilidade com o equilíbrio de cores que ele se torna “apto” a frequentá-la.

A desenvoltura comunicativa, o vocabulário rico, o conhecimento histórico-social e o bom raciocínio matemático são deixados de lado imediatamente… como que fossem meros acessórios dentro do contexto.

(…)

Claro que estou descendo até o fundo do poço pra erguer o meu raciocínio… e que escolas sérias como a ESDI e a PUC, não dão importância a esta prática absurda que vem crescendo, desenfreadamente, no país - ainda que estejam sendo afetadas indiretamente por ela.

Entretanto, começo por baixo menos por digressão do que de por vigilância: Diante da banalização do processo educativo da comunicação visual no Brasil é preciso estar atento, pois esta desempenha um importante papel na qualidade das informações que circulam por aqui.

Logomarcas, cartazes, outdoors… revistas, livros e dvd’s, estão sendo disseminados na grande mídia (e também nas centenas de milhares de veículos alternativos) sem nenhum critério de avaliação da qualidade, seja no sentido acadêmico estrito – que faz com que o mercado profissional do design gráfico se mantenha elevado – ou do ponto de vista semântico informacional (há erros de português gravíssimos veiculados publicamente… e que assim ficam por um bom tempo… muitos nunca chegam a ser corrigidos).

(Nem vou entrar nas questões de semiótica e desenvolvimento de interfaces digitais, pois a questão é gravíssima… não havendo aqui, espaço para uma discussão substancial sobre o assunto.)

(…)

Um dos principais fatores que desencadearam este processo, se dá pela, “nem tão recente”, glamourização das artes visuais no Brasil, fazendo com que a profissão, Design Gráfico, fosse elevada (levianamente) ao estado de arte. Este posicionamento é defendido por profissionais de renome na profissão.

Mas a verdade é que estes se tornaram “artistas visuais”, abandonando de vez a comunicação. São cultuados no meio… e suas opiniões soam como verdades absolutas para seus seguidores… na maioria, incompetentes e vaidosos de plantão.

Design Gráfico está na moda… virou moda. Por isso é arte… a nova arte do momento!

=(

Não é não… Design é comunicação!

– Não basta saber desenhar bem para ser designer;

– Não basta ter um PC com “Coréudrau e Fotoshópi” para ser designer;

– Não basta saber criar composições e imagens “bonitas” para ser designer;

– Não basta ter lido Gombrich ou Argan para ser designer;

É preciso saber se comunicar, saber se expressar… e, sobretudo, ter consciência da importância (leia-se responsabilidade) social que o designer desempenha através do seu ofício. Existe um compromentimento ético por trás da criação – dentro deste contexto – que precisa (e deve!) ser respeitado.

A vaidade, assim como o desejo de reconhecimento pessoal, precisam estar em segundo plano, sempre! São secundárias e até dispensáveis à criação.

A coisa degringolou de vez com o surgimento dos conteúdos digitais… e da pseudo-profissão web-designer. Web-designer é a mãe! – já dizia Michel Lent Schwartzman, uma das pouquíssimas autoridades sobre o assunto aqui no país.

“Não importa a mídia em que o designer atue (jornal, televisão, mídia impressa ou internet), ele sempre continuará sendo um designer.”

Claro que, quando se utiliza aqui o termo designer, está se refirindo especificamente ao Designer Gráfico – “comunicador visual” (CV), que nas universidades sérias, representam somente uma parte da faculdade de Desenho Industrial – e não ao Designer de Produto (PP), especialmente pelo fato do trabalho deste último ir muito além da simples comunicação visual.

Meu ponto de vista, particular, é de que a formação em Design não poderia se restringir à comunicação visual de forma isolada, exigindo-se a graduação em “produto” e a posterior (ou paralela) especialização em “gráfico”.

OBS: O termo Desenho Industrial vem caindo em desuso por diversos motivos… neste site você encontrará uma breve (porém boa!) explicação sobre o assunto.

(…)

O fato é que a coisa nunca será assim… e, pelo jeito, a tendência é piorar.

Talvez seja por isso que muitos artistas de verdade – como músicos, poetas e pintores – estejam se tornado bons designers; justamente pelo fato de não precisarem se auto-afirmar como “artistas”… além de toda bagagem que já trazem com o exercício diário do ofício da arte.

E assim, muitos “profissionais” estão perdendo terreno… mal começaram e já ficam pra trás… inertes no vácuo existencial que a vaidade lhes causam.

Se ainda cabe aqui alguma dica aos formandos e estudantes de Design Gráfico, digo o seguinte: Além de sonhar, comunique-se! Tenha humildade e paciência diante da comunicação… e leve o academicismo a sério – pelo menos no que diz respeito a dignificação da profissão que você escolheu.

Ou, em breve, aquilo que hoje você chama de Design, passará a ser conhecido apenas por Desígnio.
:P

Design gráfico não é arte. É comunicação. by Marcius Alessandro Teixeira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.