Por mais absurdo que possa parecer, algumas drogas são vendidas livremente por aí, inclusive com nota fiscal e os governos lucram bastante com isso. As empresas que as produzem investem pesado em propaganda e marketing, criando comerciais que incentivam o seu consumo – quase sempre usando o apelo de pessoas saudáveis e crianças sorridentes.

Normalmente sabem do mal que o produto causa, mas, como não é nada que nos mate instantaneamente, fazem vista grossa e se concentram em ganhar bastante dinheiro enquanto podem.

Depois de uma série de estudos e pesquisas; resolvi publicar (semanalmente) informações que estão escondidas… demonstrando que “drogas” são estas; e quais os efeitos degenerativos que causam no nosso organismo. Garanto que a maioria ficará chocada e buscará uma alternativa para por fim ao consumo destas “drogas legais”.

Mas já aviso: qualquer mudança em seus hábitos dependerá exclusivamente de você. Minha parte será apenas informar. Desta forma, se você não tomar a iniciativa de mudar, pelo menos não poderá falar que não sabia dos riscos que corria.

Como primeira matéria, resolvi falar sobre um “pó branco” que se compra no mercado; demonstrando que, assim como aquele que se compra com o traficante, quem a consome também é um viciado. Açúcar refinado vicia. O açúcar é o pó branco legalizado.

Sim, o açúcar branco, aquele que se coloca em quase todas as bebidas e alimentos do nosso dia-a-dia, como cafés, chás, sucos, bolos, pães, doces em geral; é droga e vicia.

Essa “droga” produz no cérebro sensações similares às da cocaína e da heroína – principalmente nas crises de abstinência. Quer saber como? Continue lendo…

A sacarose (nome dado ao açúcar branco) é um carboidrato simples. Ou seja, só proporciona em sua queima calorias vazias, pois não contém nenhum nutriente. Tudo é eliminado durante a refinação, com a adição de conservantes químicos e clarificantes, deixando o produto branco e soltinho (questão unicamente estética).

Ele é extremamente concentrado (mais ou menos em 1 colher de açúcar você tem quase 1 metro de cana) o que desgasta e sobrecarrega o organismo. Nutricionalmente, não há absolutamente nada em sua constituição para ser assimilado. Além disso a sacarose, uma vez no organismo, se apropria de vitaminas e minerais como o cálcio e a vitamina B1.

A utilização constante do açúcar branco descalcifica e desmineraliza o organismo, proporcionando uma condição super-ácida ao mesmo. Rapidamente, o corpo passa a ter carência de cálcio, magnésio, zinco e selênio… isso pra não citar outros nutrientes protetores.

O efeito da “droga” não pára por aí: o açúcar enfraquece o sistema imunológico, reduzindo a resistência do organismo à vírus e bactérias, deixando a pessoa mais propensa a gripes, rinites, cistites, cáries e a um progressivo desequilíbrio da flora intestinal.

Também está diretamente relacionado ao desenvolvimento da obesidade, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, tais como: intestinos, mama, ovários, útero, próstata e rins.

O açúcar branco desregula a produção da insulina. Produzida pelo pâncreas, a insulina é um hormônio que participa no metabolismo dos açúcares no sangue. Quanto mais açúcar se consome maior será a quantidade de insulina lançada no sangue.

Hábitos alimentares ricos em açúcar, desencadeiam um círculo vicioso no qual, quanto mais a pessoa come, mais necessidade sente de comer. Tais hábitos fazem o pâncreas trabalhar constantemente dilatado.

O resultado é uma pessoa mais propensa ao acúmulo de gordura e à voracidade em alimentos que só pioram a saúde. Ou seja, se você come açúcar todo dia, você está se matando aos poucos.

O açúcar estimula o sistema nervoso. Consumido em excesso acarreta um aumento da glicemia. Como é absorvido muito rápido, provoca sua queda brusca logo em seguida. O resultado deste processo proporciona cansaço, moleza, fome, fadiga ansiedade e depressão – o que “motiva” a pessoa a consumi-lo novamente.

Com o passar dos anos o nosso corpo começa a reclamar – vide os casos de diabetes que tem aumentado no mundo todo, até mesmo em crianças. Claro que não podemos culpar somente o açúcar por isso, mas seu consumo em excesso é um dos vilões dessa história.

Atenção pais. Seus filhos andam meio estranhos, irritados, ansiosos ou depressivos?

É fácil perceber que crianças e adolescentes normalmente têm uma alimentação rica em açúcares – a maioria não bebe água ou sucos naturais, somente refrigerantes – por isso, quase sempre estão deprimidos, preguiçosos e com fome constante (compulsiva).

Muitas vezes existem outros motivos, mas podemos atribuir boa parte destes comportamentos ao alto consumo de açúcar. Em uma frase: eles não comem muito açúcar por estarem deprimidos, mas ficam deprimidos por comerem muito açúcar.

(…)

Recentemente, na Universidade de Princeton (New Jersey – USA) foi realizado um estudo com um grupos de ratos (sabe-se que os roedores possuem reações cerebrais semelhantes as do homem, por isso são constantemente utilizados como cobaias), alimentando-os com pequenas doses de água, ração e açúcar branco – igual ao que se compra no mercado.

Com o passar do tempo os ratinhos queriam doses cada vez maiores de açúcar. Assim que se acostumaram ao pó branco, os cientistas cortaram o seu consumo imediatamente.

Adivinhem qual foi a reação dos roedores? Idênticas a de um viciado em crise de abstinência: choro, ansiedade, transtornos obsessivos e colapsos nervosos.

Na etapa seguinte, passaram a oferecer álcool além da ração e da água. Imediatamente os ratos passaram a consumi-lo, evidenciando a existência de alterações compensatórias em suas funções cerebrais.

Continuaram os estudos aplicando uma pequena dose diária de anfetaminas (tão pequena que normalmente não surtiriam efeito algum); como resultado os ratos tornaram-se hiperativos.

– “O aumento da sensibilidade a psicoestimulantes é um efeito duradouro no cérebro que pode ser um componente da toxicomania” – concluiu o Professor Bart Hoebel, cientista da Universidade de Princeton que conduziu a pesquisa.

Na natureza nunca comeríamos tanto açúcar como consumimos em nossas sociedades urbanas – é a sua farta produção e o fácil acesso (preço baixo) que desencadeia seu consumo em excesso. É algo para se refletir, não acham?

A falta de informação a respeito destes males também contribui bastante para o seu consumo desenfreado. Sem esquecer de mencionar que o paladar “se acostuma” com esta quantidade de açúcar que degustamos diariamente.

Com certeza, se você soubesse destas informações que acabo de repassar aqui não colocaria açúcar branco na mamadeira do seu filho, colocaria?

(…)

A solução é simples, pode até ser difícil no começo, mas é só rompermos imediatamente (e definitivamente!) com este hábito.

No início acharemos tudo amargo, apenas meio doce… mas aos poucos, e progressivamente, o verdadeiro sabor dos alimentos começam a reaparecer, destacando-se em suas nuances, e passam a ter seus nutrientes assimilados na íntegra – justamente pelo fato de estarem sendo consumidos sem a presença do açúcar branco.

O desaparecimento dos sintomas mencionados anteriormente é quase que imediato – faça um teste! ;)

post_sugar

Existem outras formas de adoçar a vida, temos o açúcar mascavo, a frutose e a stévia, também o açúcar demerara e o mel. Os mais indicados são o mel e a stévia – principalmente no caso de diabéticos.

Claro que, consumido em excesso, estes açúcares também vão desencadear reações desagradáveis. A moderação é a chave para um consumo saudável – menos no caso do açúcar branco; que, seja em excesso ou em poucas quantidades continua fazendo mal. Açúcar é “não-alimento”. – definem os especialistas.

Dê espaço ao sabor natural das frutas; sejam elas ácidas, doces ou amargas… acostume-se a outros sabores.

A idéia não é ficar neurótico… afinal todos estamos vivos após anos de vício… mas deixe a opção do açúcar para quando não existir mais nenhuma outra. Mude seus hábitos no dia-a-dia.

Quase tudo o que compramos no supermercado é infestado de sacarose, por isso fica bem difícil fugir. Mas não desanime… apenas aceite que a saída é a mudança radical do comportamento alimentar.

Consuma mais alimentos frescos e crie o hábito de ingerir sucos de frutas naturais, sem adoçante, ou qualquer outro tipo de açúcar. Isso só vai melhorar a sua saúde, livrando-o de cáries, obesidades e alterações de humor. Acredite… é tudo verdade!
;)

Fontes bibliográficas:

O Livro Negro do Açúcar (Fernando Carvalho – 2006)
Sugar Blues – O Gosto Amargo do Açúcar (William Dufty – Editora Ground – 1996)

Creative Commons License

Drogas Alimentícias – Parte I by Fabiana Pereira is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License. Based on a work at awake.clarisinterativa.com.

Tags: , , , , , , ,

Este texto foi postado no dia 30/04/2009 às 20:04 nas categorias: Blog, Destaques, Habitat, Saúde. Acompanhe os comentários sobre este post utilizando RSS 2.0 feed. Você pode prosseguir para o final do post e deixar seu comentário. Pingings fechados no momento.

Uma Resposta :

  1. jussara says:

    A princípio deixei de consumir qualquer tipo de doce devido a uma promessa.Isso porque estava viciadíssima, mas o prazo da promessa(1 ano) acabou e nunca mais quero voltar a comer doce.Realmente me fez muito bem, fiquei mais ativa, melhoraram minhas dores de cabeça etc…..

Deixe um comentário