Tessituras Tecnológicas.
Postado por Marcius Teixeira no dia 27/06/2009 em : Blog, Destaques, Música, Tecnologia
Os canadenses (como sempre!) continuam sendo, simplesmente, os melhores do mundo em tudo o que fazem. Seja nas artes, na política, no esporte ou na ciência, tudo que o país produz é espetacularmente bem feito.
Seu principal produto: Pessoas… pessoas de fibra, caráter, genialidade e talento – Zoë Keating é mais uma dessas pessoas espetaculares nascidas no Canadá.
Filha de uma Inglesa com um americano, Zoë começou a aprender violoncelo aos oito anos de idade, decidida a se tornar musicista clássica. Estudou num dos maiores (e mais caros!) colégios do mundo: o Sarah Lawrence College – que contribuiu fortemente para a originalidade artística que viria alcançar aos 37 anos.
Após formar-se pela Scuola di Musica Fiesole, na Itália, mudou-se para San Francisco, onde começou a tocar em pequenas troupes de dança e teatro. Em 2002, entrou para o célebre grupo alternativo Rasputina (no qual permaneceu até 2006), sendo responsável pela concepção melódica do principal álbum do grupo: Frustration Plantation.
Paralelo ao trabalho com a música, desenvolvia suas habilidades computacionais estudando arquitetura da informação. Seu tech-talent simplesmente fez com que trabalhasse em dois super projetos tecnológicos: O Research Libraries Group e o Database of Recorded American Music, tornando-se uma expert em software design.
O background artístico levou Zoë a perceber as diversas potencialidades na união entre a Música e a Tecnologia. Logo começou a explorar métodos de interação entre o violoncelo e o seu Mac, criando um formato vanguardista de composição e execução musical.
Unindo células rítmicas do rock com o clássico, Zoë Keating conseguiu materializar seu intento artístico no álbum “One Cello x 16: Natoma”, produzindo belíssimas “tessituras tecnológicas”. A paritr deste formato, as oito faixas do disco nos revelam uma “incrível orquestra de uma só mulher”.
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Recentemente a revista Wired realizou uma excelente entrevista com Zoë, que presenteou a equipe com uma bela performance ao vivo. Confira aí no vídeo abaixo – minha dica é que você o assista em tela cheia e com o som alto, pois a experiencia é única.
Nos últimos meses, Zoë vem tocando com grandes artistas (tão originais quanto ela!) como Imogen Heap, Mark Isham, Dresden Dolls e Paolo Nutini, delineando as fronteiras da “nova música” deste século – e vem coisa boa!
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Tags: Música, Tecnologia, Vídeo, Wow!

